LISTA: Os 3 nacionais

Ahoy, marujos!

Hoje vim fazer um gracejo com vossas senhorias! Como vocês já perceberam, eu gosto mesmo de filmes nacionais. Muito. Então selecionei – com muita dor no coração – os meus três filmes nacionais preferidos da última década! Só não os numerei porque seria muita malvadeza com o meu coração canceriano e carinhoso:

O AUTO DA COMPADECIDA (2000)

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Este drama cômico conta a história de João Grilo (Matheus Nachtergaele) um mentiroso que passa sua vida em Taperoá, sertão da Paraíba, inventando histórias pra sobreviver junto de seu melhor amigo, o mais covarde do nordeste brasileiro, Chicó (Selton Mello). Depois de atravessarem diversas histórias enganando todos onde moravam, os dois acabam se envolvendo com Severino de Aracaju (Marco Nanini), o cangaceiro mais temido do nordeste. A salvação da dupla acontece após a aparição de Nossa Senhora (Fernanda Montenegro).

Dirigido por Guel Arraes e com o roteiro de Adriana Falcão, O Auto da Compadecida é uma adaptação do romance homônimo de 1995 de Ariano Suassuna, que mescla vários elementos tradicionais brasileiros: literatura de cordel, tradições religiosas e a cultura popular.

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Eu ainda me lembro do dia em que ganhei esse filme. Eu tinha apenas seis anos quando assisti pela primeira vez ao filme que até hoje é meu preferido. Talvez tenha sido um dos primeiros filmes que me apaixonei. Eu o assistia todos os dias, o dia inteiro, sempre que dava, eu sabia e ainda sei todas as falas do começo ao fim. É a história desses dois pobres sertanejos que me fizeram e ainda fazem rir e chorar. Um filme que retrata a realidade: a seca do nordeste, a corrupção da igreja, a fé dos que só possuem esperança e que mesmo tendo tão pouco, conseguem conduzir a vida lutando ou esperando por algo, sem aquele coitadismo clichê dos filmes do sertão brasileiro.

Parece que ainda sou a mesma menina que tampa os olhos e não tem coragem de ver a cena em que João Grilo leva um tiro.

“O nome dele é Chicó!” “Chicó de quê?” “Sei não, mas é só chamar Chicó que ele vem!”.
[TRAILER] 

 

TROPA DE ELITE 2 – O INIMIGO AGORA É OUTRO (2010)

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O maior e melhor blockbuster do cinema nacional realmente precisa de sinopse?

Treze anos se passaram e o agora Coronel Roberto Nascimento (Wagner Moura), que foi afastado do BOPE, precisa combater, além da segurança pública do Rio de Janeiro, os problemas com seu filho adolescente, Rafael (Pedro Van Held), sua ex-mulher Rosane (Maria Ribeiro), e o Deputado Fraga (Irandhir Santos) – seu arqui-inimigo, defensor dos direitos humanos e atual marido de sua ex. E é na inteligência da Secretaria de Segurança Publica do Estado que ele descobre que o sistema não é fácil. E nem muito menos honesto.

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Tropa de Elite foi o filme nacional que mais obteve atenção da mídia recebendo criticas favoráveis. Tornou-se o filme mais visto do cinema brasileiro com 11 milhões de espectadores, concorreu ao Óscar como melhor filme estrangeiro, rendeu uma porção de bordões inesquecíveis para o cinema brasileiro, foi o maior lançamento de filme na história do país: 661 salas reproduziram o longa por todo o Brasil, teve o orçamento de R$ 18 milhões, no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro ele levou: melhor filme, melhor Diretor (José Padilha), melhor ator (Wagner Moura), melhor ator coadjuvante (André Mattos), melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor som e melhor edição. Assisti no cinema e fiquei maravilhada. Um dos melhores filmes de ação que já assisti. A fotografia é incrível e o som e as atuações ficaram impecáveis.

Enfim. A melhor produção brasileira que provou para o mundo que podemos SIM fazer um cinema excelente. É só querer. E o Padilha quis e fez. Obrigada, moço!  

“A responsabilidade é minha. O comando é meu!”

[TRAILER]

 

MEU NOME NÃO É JOHNNY (2008)

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Baseado numa história real, Meu Nome Não é Johnny, relata a história de João Estrella (Selton Mello), um rapaz que tinha tudo, menos limite. Foi criado pela família com o máximo de liberdade possível, cresceu, conheceu o universo das drogas sem nunca ter pisado em uma favela, curtiu a vida intensamente, viajou pra Europa, torrou seu dinheiro com festas e drogas e no fim foi considerado o maior traficante de cocaína da classe média do Rio de Janeiro nos anos 80 e 90. Depois de ter sido capturado pela policia, ele começa a frequentar o cotidiano do sistema carcerário brasileiro, onde descobre quem realmente ele é.

Este drama cômico dirigido por Mauro Lima conta a verídica história de João Guilherme Estrella, baseado no livro homônimo de Guilherme Fiuza.

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Trata-se de um filme cômico sobre a triste história de um homem que se afundou dentro dele mesmo. Me apaixonei perdidamente pelo personagem principal e pela história dele no primeiro segundo que o vi. João é aquele cara adorado por todo mundo. O cara que você conhece como “o engraçado, o inteligente, o carismático, o popular, o divertido…”. Ele é uma das provas vivas da frase “live fast, die young”, só que neste caso ele não morreu. Não totalmente. Sua realidade e a forma como as coisas foram acontecendo em sua vida nos mostram o quanto o ser humano pode ser fraco e vulnerável e o quanto essas situações podem acontecer com qualquer raio de pessoa, independente da história do sujeito. Você se apega a ele, se sente igualmente infeliz quando ele é levado preso e quando ele perde tudo, inclusive a mulher, por suas próprias escolhas. Um filme pra de divertir e refletir ao mesmo tempo, por mais difícil que seja.

“O que você faz, João?” “Olha, eu não faço nada, mas sou bem bom no que faço. Nesse ramo de não fazer nada…”
[TRAILER]

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