[RESENHA] O Auto da Compadecida (2000)

Este drama cômico conta a história de João Grilo (Matheus Nachtergaele) um mentiroso que passa sua vida em Taperoá, sertão da Paraíba, inventando histórias pra sobreviver junto de seu melhor amigo, o mais covarde do nordeste brasileiro, Chicó (Selton Mello). Depois de atravessarem diversas histórias enganando todos onde moravam, os dois acabam se envolvendo com Severino de Aracaju (Marco Nanini), o cangaceiro mais temido do nordeste. A salvação da dupla acontece após a aparição de Nossa Senhora (Fernanda Montenegro).

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Chicó e João Grilo

Dirigido por Guel Arraes e com o roteiro de Adriana Falcão, O Auto da Compadecida é uma adaptação do romance homônimo de 1995 de Ariano Suassuna, que mescla vários elementos tradicionais brasileiros: literatura de cordel, tradições religiosas e a cultura popular.

Eu ainda me lembro do dia em que ganhei esse filme. Eu tinha apenas seis anos quando assisti pela primeira vez ao filme que até hoje é meu preferido. Talvez tenha sido um dos primeiros filmes que me apaixonei. Eu o assistia todos os dias, o dia inteiro, sempre que dava, eu sabia e ainda sei todas as falas do começo ao fim. É a história desses dois pobres sertanejos que me fizeram e ainda fazem rir e chorar. Um filme que retrata a realidade: a seca do nordeste, a corrupção da igreja, a fé dos que só possuem esperança e que mesmo tendo tão pouco, conseguem conduzir a vida lutando ou esperando por algo, sem aquele coitadismo clichê dos filmes do sertão brasileiro.

Parece que ainda sou a mesma menina que tampa os olhos e não tem coragem de ver a cena em que João Grilo leva um tiro.



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“Qual é o nome dele?”
“O nome dele é Chicó!”
“Chicó de quê?”
“Sei não, mas é só chamar Chicó que ele vem!”.

TRAILER


Esse post (que na verdade pertence à esse post) é em homenagem ao escritor Ariano Suassuna! ❤

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