[RESENHA] A Busca (2012)

 


O drama, dirigido por Luciano Moura, conta a história de dois pais que estão prestes a se separar, e do filho deles que, depois de presenciar tanta briga dos dois, adota um cavalo e foge de casa.
O pai, Theo Gadelha, vivido por Wagner Fucking Moura põe o pé na estrada a fim de encontrar seu filho, e é nessa viagem cheia de dificuldades que ele se encontra consigo mesmo.


Wagner MEUoura
A Busca lida muito bem com os temas de separação, adolescência e paternidade. O filme mostra de uma maneira muito bonita a forma como o pai vai atrás de seu filho perdido. Nesse caminho que Theo precisa percorrer para encontrar o garoto, é notável as inúmeras dificuldades que ele enfrenta para achar seu filho. Cada obstaculo que ele precisa enfrentar para achar o menino é essencial para compreendermos o final da película: o garoto estava mais próximo do pai do que ele pensava estar.

Nos entregando um drama familiar muito comum e intenso, é possível ver logo de cara que a atuação dos atores (mais precisamente da mãe e do filho) são fracas e forçadas num esteriótipo de família da classe alta com seus problemas existenciais. Isso me incomodou no começo, mas depois de um tempo acabei me acostumando, pois a história me intrigou e o foco passou a ser o Theo! 

A atuação do Wagner Moura é sempre impecável. Eu fico embasbaca de ver o quanto ele se entrega em todos os papeis que faz, mesmo nos filmes mais fracos que não exigem >tanto< de um ator. É muito corpo e alma e paixão pelo o que faz. Dá pra perceber o quanto ele se envolve com o personagem e é por esse e por outros motivos que ele está no topo da minha lista de melhores atores do universo!

Apesar de não ter aceitado tão bem o final, pois senti que faltou algo, pude compreender que o roteiro foi adaptado de forma que o espectador entenda aquele desfecho da maneira que bem quiser 

Apesar disso, esse filme possui um ritmo bacana, que te deixa com vontade de saber onde diabos o menino se escondeu, te prendendo a atenção. E não só isso: ele também te deixa contemplativo com todas as relações que você tem na vida (isso aconteceu comigo!). Você torce muito para que o pai encontre o filho no fina, entrando totalmente na trama e no mistério. Gosto de valorizar os filmes nacionais que não tratam somente de favelas ou comédias de domingo. Wagner sempre Wagner! 

TRAILER OFICIAL

Gênero: Drama, Aventura | País: Brasil | Duração: 1h30min | Elenco: Wagner Moura, Lima Duarte e Mariana Lima | Direção: Luciano Moura
assista online 🙂

 

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[RESENHA] A Culpa é das Estrelas #TFIOS (2014)

Preciso começar ressaltando o fato de que sofri pra conseguir ver esse filme. Já era a terceira semana que ia aos cinemas do meu bairro e ele estava sempre esgotado em absolutamente todos. Normalmente eu desistira, mas até que fui persistente!

A Culpa das Estrelas é um filme baseado no best-seller homônimo de John Green e conta a história de Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort), diagnosticados com câncer. Hazel, passa sua vida se preocupando com a dor que poderá causará aos outros quando partir, já que possui uma doença terminal. Augustus,  é um garoto que apenas deseja deixar sua marca no mundo. Após se conhecerem em uma reunião de um grupo de apoio para pessoas com câncer, os dois começam a construir uma história de amor. E acredite, não é tão simples assim!

OKAY

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[RESENHA] À Beira do Caminho (2012)

Imagem

Inspirado na música “Sentado à Beira do Caminho” de Roberto Carlos, o filme dirigido por Breno Silveira conta a história de João (João Miguel), um caminhoneiro que tenta exorcizar na estrada os dramas de seu passado. E é numa dessas viagens solitárias que ele acaba descobrindo que Duda (Vinicius Nascimento) – um garoto órfão que está à procura de seu pai que nunca conheceu – estava escondido na caçamba de seu caminhão. Com má vontade, João se dispõe a levar garoto até a cidade mais próxima, mas durante a viagem nasce um elo entre os dois. E dessa amizade, nasce em João a coragem para enfrentar os fantasmas de seu passado.

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O roteiro de À Beira do Caminho foi desenvolvido em torno das canções de Roberto Carlos e tem como principal característica o retrato da cultura do país dos pontos de vista de um caminhoneiro e de um menino sozinho no mundo: é o encontro de duas vidas completamente distintas e idênticas ao mesmo tempo. Um filme brasileiro ♥ que traz atuações impecáveis, onde as falas dos personagens saem com a maior naturalidade do mundo, e que te emocionam diversas vezes, principalmente nos momentos em que Duda tenta a todo custo ser amigo de João.

A fotografia destaca bastante as paisagens brasileiras cortadas pela estradas e rodovias. O jeito misterioso de João te deixa com vontade de não largar o filme até conseguir descobrir como ele se tornou  tão amargo e solitário, principalmente quando aparecem alguns “flash backs” do passado, mostrando justamente o que ele luta pra esquecer e superar.

Algo interessante que me chamou a atenção no filme: durante a história, aparecem cenas de caminhões com frases no para-choque. Elas aparecem entre uma cena e outra e  sintetizam as “lições” mostradas na cena anterior. A que mais me chamou atenção de todas foi a primeira: “Viver é desenhar sem borracha”, que aparece bem no inicio do filme e faz todo sentido no final. Vale a pena! (O cinema nacional sempre vale a pena, aliás).

Gênero: Drama
Duração: 1h40
Elenco: João Miguel, Vinicius Nascimento, Dira Paes, Ângelo Antônio, Ludmila Rosa e Denise Weinberg
Trilha Sonora: Roberto e Erasmo Carlos
Roteiro: Patrícia Andrade
Direção: Breno Silveira
TRAILER:  

[RESENHA] Somos Tão Jovens (2013)


Somos Tão Jovens, interpretado por Thiago Mendonça (2 Filhos de Francisco) é do gênero biográfico, e teve como objetivo fazer um recorte da emocionante e desafiadora história de transformação do até então adolescente Renato Manfredini Jr, que se tornou o mito Renato Russo e como foram seus primeiros contatos com o punk rock, além da sua conturbada relação dentro do Aborto Elétrico, grupo que posteriormente viraria a ser a Legião Urbana e o Capital Inicial.

Fui tomada por uma emoção sem igual ao ouvir os inconfundíveis acordes de Tempo Perdido que deram inicio a esse filme que foi tão esperado (pelo menos por mim!). Os 104 minutos da narrativa mostraram como um rapaz de Brasília na década de 1980, no final da ditadura, criou canções que foram verdadeiros hinos da juventude urbana da época, e que continuam a ser cultuados geração após geração. (Que é meu caso)

Tentando ser o mais parcial possível vos digo: sob a direção de Antonio Carlos da Fontoura, o longa metragem produz fortes ondas de nostalgia pra qualquer fã, e aproxima Renato de qualquer outra pessoa que não o conhecia mais a fundo, graças à atuação impecável de Thiago Mendonça, que incorporou o personagem de corpo, alma, voz, expressões e trejeitos!
Felizmente, isso acabou desviando a atenção da fraca atuação dos outros atores.

A cena da banheira, minha preferida, em que ele finge estar dando uma entrevista (em inglês) foi a que mais me deixou sem rumo e pensando como seria se ele ainda estivesse aqui. Ele diz que seus planos de vida seriam: dos 20 aos 40, seria roqueiro. Dos 40 aos 60, cineasta. Dos 60 aos 80, escritor. É uma pena pensar que ele não tenha chegado nem aos 40, e que hoje poderia estar aqui, cumprindo esse plano.

Lento e acelerado. O filme despeja um punhado de informações ao mesmo tempo, e se quer deixa você parar para respirar (ou secar as lágrimas). E ao mesmo tempo que é rápido, acaba sendo demorado ou talvez cansativo. São 104 minutos de intensidade. Renato foi intenso em seus 36 anos de vida, um filme de 1 hora e poucos minutos não seriam o suficiente para retratar a vida dele.

O roteiro de Marcos Bernsteinn mostrou o que queria mostrar, mesmo tendo deixado, pelo menos em mim, a sensação de quero muito mais, pois foi apenas retratado as principais e mais conhecidas histórias do Trovador Solitário (“pseudo” Bob Dylan), histórias que cada fã que entrou ou ainda entrará na sala do cinema, sabe e conhece. O Aborto Elétrico, as drogas, o punk rock, a homossexualidade, os amigos, sua vontade de ter uma banda, as primeiras canções… Ou seja, talvez possamos esperar  pela parte 2 desse longa metragem, para contar como foi o meio e o fim dessa história que todo mundo conhece. Afinal,  o começo de tudo foi basicamente contado, já que não explorou de maneira mais aprofundada a personalidade de Renato Russo, foi apenas o essencial.

Somos Tão Jovens, ao final, termina da forma mais emocionante que uma biografia poderia terminar!

Força Sempre!

TRAILER:

Gênero: Drama/Biografia
Duração: 104 min.
Elenco: Thiago Mendonça, Sandra Corveloni, Marcos Breda, Laila Zaid, Bianca Comparato, Bruno Torres, Daniel Passi, Sérgio Dalcin, Conrado Godoy, Nathalia Lima Verde e Nicolau Villa-Lobos
Trilha Sonora Original: Carlos Trilha
Roteiro: Marcos Bernstein
Direção: Antonio Carlos Fontoura