[RESENHA] A Culpa é das Estrelas #TFIOS (2014)

Preciso começar ressaltando o fato de que sofri pra conseguir ver esse filme. Já era a terceira semana que ia aos cinemas do meu bairro e ele estava sempre esgotado em absolutamente todos. Normalmente eu desistira, mas até que fui persistente!

A Culpa das Estrelas é um filme baseado no best-seller homônimo de John Green e conta a história de Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort), diagnosticados com câncer. Hazel, passa sua vida se preocupando com a dor que poderá causará aos outros quando partir, já que possui uma doença terminal. Augustus,  é um garoto que apenas deseja deixar sua marca no mundo. Após se conhecerem em uma reunião de um grupo de apoio para pessoas com câncer, os dois começam a construir uma história de amor. E acredite, não é tão simples assim!

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Apesar do cinema – lotado – ter tido um público diversificado, principalmente no quesito idade, não podemos negar que o filme é voltado para o público adolescente. Dirigido por Josh Boone, o filme narrado por Hazel conta a sua própria história, mas é impossível não perceber o quanto Augustus Waters rouba a cena e consegue muitas vezes ser o principal do enredo. ACEDE carrega um forte tema e surpreende por  não ficar apenas sendo um drama adolescente e clichê, lidando com ele de forma  profunda e sensível.

Hazel tem 16 anos e sofre de metástase nos pulmões, sobreviveu graças a um tratamento revolucionário feito quando criança, mas ainda assim precisa carregar um cilindro de oxigênio por onde vai. Ela é a típica garota dos livros de John Green: impaciente, sarcástica, inteligente, cheia das frases de efeito, com específicos livros e músicas preferidas e principalmente, problemática, apesar dessa última condição não depender somente dela. Gus, de 17 anos, era jogador de basquete antes de perder sua perna para o osteosarcoma. Ele é engraçado, irônico e confiante. Não é tão inteligente quando Hazel, mas é esperto e sabe bem disso. Possui um jeito muito bonito de se ver, principalmente por ser tão companheiro e por mostrar em diversas vezes  que não, ele não é fraco e não deixa a doença vencer, sempre anda por aí sorrindo e fazendo piada com suas debilitações. Eles são realmente apaixonantes, mesmo possuindo diferenças entre si, acabam se completando. Sempre lidando com a morte da melhor forma possível, independente do tempo que ela vier.

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O filme é bem delicado! Possui uma fotografia bem feita, que destaca o casal nas horas mais importantes, principalmente nas cenas feitas em Amsterdã. O roteiro de  Scott Neustadter e Michael H. Weber, os mesmos responsáveis pelo roteiro de “500 Dias Com Ela”, me pareceu muito bem alinhado com a história do livro. Claro que a adaptação não é 100% igual ao livro, mas ainda assim não deixou a desejar. A produção tomou todo o cuidado de deixar até os mínimos detalhes no lugar: o cilindro de Hazel, a perna da Gus, o fato das crianças do grupo de apoio do filme terem REALMENTE câncer… Tudo deu um ar mais natural. Já as atuações dos dois protagonistas caíram como luvas. Acho que os papeis não poderiam ter sido de outras pessoas que não fossem Shailene Woodley e Ansel Elgort. A atuação estava impecável e o entrosamento dos dois me chamou muito atenção.

Sobretudo, apesar de tamanha delicadeza no filme, houve algo que me incomodou! A forma como as coisas iam se ajeitando bem demais em torno da história deles tirava um pouco da realidade da coisa. Elas simplesmente tinham que dar certo para que o filme pudesse andar. A forma como eles se conhecem e o jeito pretensioso que Augustus trata Hazel – com toda aquela confiança, o Último Desejo, a viagem para Amsterdã, o escritor no enterro… e todas as outras coisas se encaixavam para tornar Hazel a princesa e Gus o “príncipe no cavalo branco da Disney”.

Como dito, apesar de carregar um forte tema nas costas, TFIOS surpreende. Mostra como um casal de adolescentes que está “descobrindo um amor” lida com a espera da inevitável e próxima morte de uma forma tão natural.

Quis de todo jeito assistir esse filme por todas as criticas que estava lendo e ouvindo. Queria entender o porquê de o mundo ter saído aos prantos do cinema.  Entendi, e por ter assistido, posso afirmar: trata-se de uma incrível e apaixonante história de amor – de drama e que tem lá seus momentos de comédia, em meio ao tema não muito engraçado. A adaptação possui a capacidade de te fazer rir e chorar  e esse é um dos motivos de valer a pena assisti-lo!

Gênero: Romance, Drama | Ano: 2014| Direção: Josh Boone  | Duração: 2h5min | Lançamento: 5 de junho de 2014 | País: Estados Unidos

TRAILER:

Hey, você fã que ainda não conseguiu superar esse filme: vou te dar uma dica! Ouça o último RapaduraCast sobre TFIOS! São várias opiniões sobre o filme/livro de muita gente que gostou e comentou lá. Além disso, o cast tem um baita de um final emocionante! ♥

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